8 - Reflexões sobre a imbricação entre ciência, tecnologia, sociedade e mercado global e o fenômeno social do empreendedorismo.

A tecnologia não determina ou qualifica a sociedade: é a própria sociedade.

A ciência, dada sua força de explicação e transformação da tecnologia e, conseqüentemente, da estrutura social, é reconhecida como forma privilegiada de entendimento do mundo. Daí a proximidade entre a ciência e a tecnologia: a ciência fornece não só a possibilidade de desenvolvimento tecnológico, vital ao movimento da modernidade, mas também fornece, por meio de seu instrumental teórico, a possibilidade racional do entendimento dessa própria característica fundamental do nosso tempo.

A objetividade científica é entendida como o resultado da autonomia da  ciência: Robert Merton foi pioneiro, ao mostrar a necessidade, não apenas de estudar a influência da ciência sobre a sociedade, mas também e, sobretudo, a da sociedade sobre a ciência. Resulta disso um problema fundamental: se a ciência tem que ser autônoma, como é possível estudar as condições sociológicas de seu funcionamento social?

Esse estudo, por si só, deveria mostrar que a ciência, longe de ser autônoma, estaria presa a suas estruturas sociais de determinação.

Lembrar do iPod, celular, TV… ciência- > tecnologia ->novo produto (empreendedorismo) -> sociedade -> mercado global -> modificação do status na sociedade.